sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Eu sei que essa necessidade toda é assustadora, mas a mais assustada da história sou eu por sentir que não consigo mais ser independente em nada. Não sei agir dessa maneira, não sei não ter controle. Ou quando você chega silencioso e me abraça forte como se entendesse a necessidade do silêncio naquele momento e conseguisse resumir tudo naquele abraço. Como se você tivesse o poder de puxar para si todas as coisas pontudas que doem de dentro de mim me envolvendo nos seus braços. E aí o mundo inteiro pode acabar, a Terceira Guerra Mundial pode começar, um vendaval pode levar nossa varanda que eu não ligo. E me sinto segura, me sinto bem, como se seus braços pudessem me proteger de tudo o que existe dentro e fora da minha cabeça. Não vá embora. Estou aqui como criança indefesa que pede humildemente um carinho um colo ou qualquer coisa que ofereça calor. Então fique só mais cinco minutos. E daqui a cinco minutos, te pedirei só mais cinco.

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